Por que é tão difícil terminar um relacionamento?

Créditos: Shutterstock

Razões envolveriam fatores cognitivos e sociais.


Sabe aquela dificuldade para deixar uma relação chata, repleta de discussões e que parece ter o prazo de validade vencido? Pois é, a psicologia explica a situação.

Um artigo publicado por psicólogos canadenses defende que a maior parte das pessoas atravessa os vários estágios durante a “construção” de um relacionamento sem considerar nem um pouquinho se aquele parceiro é o indicado ou não para si, levando tudo adiante sem nenhuma parcimônia.

Grande parte de nossos parceiros durante a vida tem pouco – ou nada – em comum com aquilo que seria nosso “ideal”, ainda segundo os pesquisadores. E, pior, terminamos por adaptar nossa meta de alcance de acordo com as qualidades do parceiro em questão, desconsiderando suas falhas e vendo-o muito mais “bonito” do que um observador alheio o enxergaria.


Com o avanço do relacionamento, o tempo e a atenção dedicadas tornam cada vez mais difícil qualquer tentativa de afastamento. Ao contrário, quanto mais horas compartilhadas, maior faz-se a necessidade de dividir também o mesmo teto, o que torna ainda mais complicada uma separação futura, e a tendência é que a história evolua para o casamento. Quanto mais tempo e maior a ligação, ainda que não haja uma união formalizada, mais difícil é psicologicamente para desatá-la.

A necessidade de estar em um relacionamento estável, a vista grossa inicial das falhas do parceiro e tal “avanço” ocorrem normalmente por fatores reprodutivos (pessoas que estão em relacionamentos teriam maiores pretensões de gerar filhos que as solteiras), cognitivos (em virtude da quantidade de potenciais parceiros, opta-se por uma escolha ao menos “satisfatória”), emocionais (boa parte das pessoas teme perder a oportunidade de ter um romance, ainda que não seja o ideal) e sociais (pessoas casadas/ comprometidas costumam ser melhor vistas por seus familiares e pela sociedade em geral que as solteiras).

Em resumo: em vez de buscarmos parceiros que se encaixariam naquilo que nos satisfaria, muitas vezes acabamos formando um vínculo logo que encontramos alguém que corresponde a nossas investidas amorosas, ignorando as pistas (muitas vezes gritantes) de que a situação estaria bem distante do ideal. Como consequência, seja em virtude de fatores sociais ou de planejamento familiar, assumimos um compromisso do qual torna-se muito difícil desvencilhar-se. Complicado.